Carta de Lurdinha Ramos, filha de Agostinho Ramos, prefeito de Cachoeira Paulista durante a Revolução de 1932.
Abaixo a transcrição do texto e os arquivos originais.
1932 – Assim ficou sendo denominado esse movimento que empolgou São Paulo e o Brasil.
O motivo que inspirou essa epopeia foi o de São Paulo e outros Estados pretenderem a Constituição no país.
Prof. Agostinho Ramos, que na época era Prefeito, providenciou aqui em Cachoeira casas e prédios para as instalações necessárias:
Quartel General instalado na casa situada à Rua Prefeito Antônio Mendes, cujo comando era do Cel. Euclides Figueiredo, comandante do setor norte do Estado de São Paulo.
A desocupação do Grande Chalé situado na Rua Cel. João Porto no bairro da Margem Esquerda, onde foi instalado o Estado Maior, tendo como chefe o Cel. Palimércio de Resende.
Providenciou locais onde foram instalados:
Serviço de Engenharia
Serviço de Transporte Constitucionalista
Posto de Abastecimento de Combustível e reparos
Departamento de Assistência à População Civil
Casa do Soldado
Correio Militar
Serviço de Saúde
Assistência aos Pobres
Armazém da Polícia Iônica
Casa da Costura
Coordenou pessoas da cidade que ocupavam cargos de confiança sob o comando dos chefes da Revolução aqui instalados.
Prof. Agostinho Ramos desfrutava de uma confiança ilimitada dos chefes revolucionários.
Ante a situação, mas compreende que a ponte que foi construída por Euclides da Cunha em 1897 foi demolida (dinamitada) em 1932 por Euclides Figueiredo para dificultar o acesso das forças ditatoriais, mas que nada adiantou.
Com a vitória da ditadura, antes quem conduzia para a retirada da maioria do povo, sendo o último a deixar Cachoeira juntamente com o Cel. Euclides Figueiredo e o Cel. Palimércio de Resende.
Em 1964 esteve em Cachoeira visitando o Pref. Agostinho Ramos o Cel. Euclides Figueiredo e seu filho General João Baptista Figueiredo sendo futuro Presidente da República.