JOÃO ANANIAS: HERÓI DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

João Ananias foi operário e funcionário da Estação da Central do Brasil, onde exercia a função de encarregado da limpeza do prédio. De origem humilde, residia nas proximidades dos trilhos da ferrovia, junto ao Pontilhão de Ferro, nas imediações da estação ferroviária. Em razão da baixa remuneração, complementava a renda familiar por meio da venda de ovos, garantindo, assim, o sustento de sua família.

Pontilhão de ferro Silvio Vilas Boas

Durante a retirada das tropas aquarteladas em Cachoeira Paulista, no contexto da Revolução Constitucionalista de 1932, o comando militar determinou a destruição, por meio de explosivos, de todas as pontes que possibilitassem o deslocamento para o lado adversário, com o objetivo de retardar o avanço inimigo. Ciente dessa ordem e das manobras militares em curso, João Ananias deixou discretamente sua residência e dirigiu-se até os dispositivos de detonação, cortando os fios que ligavam as cargas explosivas no momento em que os soldados retornavam ao trem de retirada.

Essa ação impediu a destruição do Pontilhão de Ferro, estrutura que permanece preservada até os dias atuais e que continua a desempenhar relevante função para o município. O feito, inicialmente atribuído a um “herói anônimo”, foi posteriormente esclarecido por meio de pesquisas históricas e depoimentos de ferroviários antigos. A investigação, conduzida com base em registros e documentos referentes ao ano de 1932, permitiu identificar João Ananias, então funcionário do setor de limpeza da estação, conforme verificação realizada por um ex-funcionário da área de tráfego, o Sr. William.


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