Agostinho Ramos
Agostinho Vicente de Freitas Ramos, natural de Bananal, nascido em 19 de julho de 1893, morreu em 23 de fevereiro de 1979 aos 86 anos no hospital Albert Einstein em São Paulo.
Quando criança estudou em Bananal e mais tarde foi para São Paulo com seus pais onde terminou os estudos formando em Magistério. Foi aprovado em concurso público no estado de São Paulo, para lecionar.
Em 1916, veio para Cachoeira Paulista, de onde não saiu mais. Aqui casou com Eurídice Gomes Ramos e tiveram 6 filhos: Alaíde, Maria de Lourdes, Guilhermina, Messias, José e Jairo Ramos. Todos os filhos professores.
Foi prefeito nesta cidade por 4 vezes, seu primeiro mandato em 1931, segundo mandato em 1933, terceiro mandato em 1938, último mandato em 1948.
Em 1959 tentou pela quinta vez a prefeito de Cachoeira Paulista, mas não ganhou a eleição. Tentou para deputado em 1969, não ganhou.
Além de professor era um excelente escritor, escreveu a história da cidade, escreveu a história de Bananal e a história da Revolução Constitucionalista de 1932 sobre Cachoeira no contexto da guerra. Também escreveu para diversos jornais no Vale do Paraíba.

Agostinho Ramos
Durante a revolução de 1932 desfrutava de uma confiança ilimitada dos chefes revolucionários. Professor Agostinho Ramos que na época desta revolução era prefeito, providenciou aqui em Cachoeira, casas e prédios para as instalações necessárias: Quartel General, instalado na casa situada à rua Prefeito Antônio Mendes, cujo comando era do Coronel Euclides de Figueiredo, comandante do setor Norte do estado de São Paulo.
Coordenou também a desocupação do grande Chalé situado à rua Cel. João Porto no bairro da Margem Esquerda, onde foi instalado o Estado Maior, tendo como chefe o Coronel Palimércio de Resende.
Providenciou locais onde foram instalados vários serviços de apoio.
Seu nome foi dado à principal ponte da cidade sobre o rio Paraíba a qual foi inaugurada por ele quando prefeito em 18 de novembro de 1934.
Em 1964 esteve em Cachoeira Paulista visitando o professor Agostinho Ramos, o Coronel Euclides Figueiredo e seu o filho General João Batista Figueiredo, sendo mais tarde presidente da República do Brasil.
Seu falecimento ocorreu em 1979 em São Paulo no Hospital por problema de rins. Foi enterrado em Cachoeira Paulista no cemitério local.